Pular para o conteúdo

E-08Engenharia elétrica

Termografia elétrica

Inspeção térmica de quadros, painéis, barramentos e conexões sob carga. Encontra ponto quente antes de virar falha, normalmente sem desligar a instalação.

Quando você precisa deste laudo

  • Há possibilidade de aquecimento anormal: conexão frouxa, mau contato, oxidação, sobrecarga, desequilíbrio entre fases, componente deteriorado, ou disjuntores, barramentos, cabos e terminais com comportamento térmico anormal. A inspeção encontra esses pontos antes que evoluam para falhas, desligamentos ou danos maiores.
  • A instalação tem painéis, transformadores, motores, bancos de baterias, bancos de capacitores ou equipamentos de manobra. A NBR 15572 inclui todos entre os equipamentos que podem ser inspecionados.
  • O condomínio tem muitos quadros elétricos, áreas comuns de grande consumo ou infraestrutura elétrica antiga.
  • O condomínio tem elevadores, bombas, portões, iluminação, ar-condicionado, geradores, equipamentos de piscina, salão de festas ou academia.
  • Em empresa ou indústria, quando uma falha elétrica pode provocar parada de produção, perda financeira e perda de equipamentos.
  • Depois de alterações na instalação. A NBR 15763 recomenda a termografia em situações como instalação de novos componentes, acréscimo de circuitos ou cargas, alterações de projeto, após curtos-circuitos ou sobrecargas e após a primeira energização com carga.
  • Manutenção preventiva: a NBR 15763 apresenta como referência uma periodicidade de 6 meses para determinados sistemas elétricos, que pode ser ajustada conforme criticidade, histórico de anomalias, segurança e variação de carga. Isso não significa que todo prédio obrigatoriamente precise fazer termografia a cada 6 meses. A periodicidade deve ser definida conforme o sistema e o critério técnico aplicável.

O que é verificado

Os itens abaixo são o escopo de verificação da frente elétrica da CFE. O que entra na proposta depende do objeto contratado e está sempre escrito nela.

Disjuntor caixa moldada tripolar montado entre placas de isolação laranja, com carcaça encardida, poeira e teias na parte superior do cubículo.

Anomalia · ponto de atenção

Disjuntor com sinais de envelhecimento/sujidade; conexões e condição do equipamento requerem inspeção detalhada.

Registro de vistoria · CFEData

Classificação visual preliminar. Confirmar em inspeção técnica.

Itens verificados na frente elétrica, o que se mede em cada um e a norma aplicável.
Item verificadoO que se medeNorma
Quadros, circuitos e proteçõesIdentificação, integridade e aquecimentoNBR 5410
Conexões sob cargaTemperatura por termografia, sem desligar a instalaçãoNBR 5410
AterramentoMedição, avaliação e verificação da equipotencializaçãoNBR 5419
SPDACaptação, descidas e aterramento: inspeção e registro dos componentesNBR 5419
Capacidade da entradaDemanda, cargas existentes e viabilidade para novas cargasNBR 5410
Documentação da instalaçãoDiagramas, relatórios, registros e pendênciasNR-10 10.2.4
Escopo de verificação elétrica · CFE

O que a termografia elétrica mede?

A termografia elétrica mede a temperatura da superfície de componentes energizados e a exibe em falsa cor. A escala do instrumento vem junto: sem ela, a cor não tem valor. A medição só vale com carga representativa em operação, porque um componente desligado fica frio. Em vistoria de 15/08/2026, a CFE registrou uma leitura com escala de 51,2 °C a 85,1 °C em um disjuntor multipolar.

Leitura térmica registrada

Termograma em falsa cor de um disjuntor multipolar em painel elétrico, com o aquecimento concentrado no terminal superior de um dos polos. Escala do instrumento de 51,2 °C a 85,1 °C.
Faixa da escala
51,2 °C a 85,1 °C
Maior valor da escala
85,1 °C
Componente
Disjuntor multipolar
Outro disjuntor, não o da foto desta página. Mesma vistoria.
Data

Ponto medido

Aquecimento localizado no terminal superior do primeiro polo, caracterizando o ponto de maior temperatura do componente. A medição foi realizada com carga representativa em operação.

Registro de vistoria · CFE

Leitura de instrumento, registrada em vistoria. A classificação de severidade do ponto e o encaminhamento constam do laudo.

Como é feito

01 Levantamento: quantos quadros e equipamentos existem, quantos pontos serão avaliados, a acessibilidade de cada um, o nível de tensão e as condições de operação.

02 Planejamento da inspeção: acesso, equipamento, segurança e condições da instalação definem o que pode ser inspecionado com a instalação energizada.

03 Verificação das condições de carga: os equipamentos e circuitos que serão avaliados precisam estar em uma condição de operação que permita uma análise representativa. Termografia sem carga representativa pode limitar a capacidade de identificar determinadas anomalias. A NBR 15572 orienta considerar o regime de operação e as condições de carga na inspeção.

04 Inspeção termográfica: os componentes são analisados em operação, porque o comportamento térmico sob carga é justamente uma das informações importantes.

05 Registro fotográfico: os pontos avaliados são registrados em imagem, com legenda que identifica o equipamento e a condição observada.

06 Análise técnica: carga, fases, conexões, temperatura, histórico, características do circuito e condição do componente são analisados em conjunto. O diagnóstico da causa exige essa análise, e não a imagem sozinha.

07 Classificação e recomendação: cada constatação recebe prioridade e ação recomendada. Um aquecimento anormal pode estar associado a conexão deficiente, sobrecarga, desequilíbrio, resistência de contato ou componente deteriorado.

08 Emissão do laudo: as constatações, o registro fotográfico, a análise e as recomendações são reunidas no documento que fica com o condomínio ou a empresa.

O que sai no laudo

  • Matriz de constatações: cada item com identificador próprio, sistema, constatação, prioridade e ação recomendada.
  • Registro fotográfico selecionado, com legenda por figura identificando equipamento e condição.
  • Análise por sistema: o que foi observado em cada conjunto e o que a etapa seguinte precisa verificar.
  • Escopo recomendado para etapa complementar, quando o caso pede ensaio, medição ou estudo específico.
  • Parecer técnico com a síntese do que foi observado e do que depende de verificação adicional.
  • Metodologia, referências técnicas e limitações: o que não foi ensaiado, medido ou aberto, e por quê.

Entrega em até 7 dias úteis após a vistoria.

O que este laudo não cobre

Não incluído

Reaperto, substituição de componentes e manutenção corretiva.

Perguntas frequentes

Precisa desligar o prédio?

Normalmente, não. A termografia elétrica é justamente uma técnica que pode ser realizada com os equipamentos energizados e em operação, e na prática essa é uma das maiores vantagens para condomínios e empresas. A possibilidade de inspeção sem desligamento depende do acesso, do equipamento, da segurança e das condições da instalação.

Precisa desligar os quadros?

Não necessariamente. A inspeção termográfica normalmente busca analisar os componentes em operação, porque o comportamento térmico sob carga é justamente uma das informações importantes.

Quanto tempo demora?

Depende do tamanho da instalação. Um pequeno comércio pode ser inspecionado rapidamente. Um condomínio, uma indústria ou um prédio comercial com dezenas de quadros e equipamentos pode exigir várias horas ou mais de uma visita. O tempo é definido depois de conhecer a quantidade de quadros, de equipamentos e de pontos, a acessibilidade, o nível de tensão e as condições de operação.

Precisa estar tudo ligado?

Não necessariamente tudo. Mas os equipamentos e circuitos que serão avaliados precisam estar em uma condição de operação que permita uma análise representativa. Termografia sem carga representativa pode limitar a capacidade de identificar determinadas anomalias. A NBR 15572 orienta considerar o regime de operação e as condições de carga na inspeção.

A termografia encontra curto-circuito?

Não diretamente. A termografia identifica anomalias térmicas. Um aquecimento anormal pode estar associado a conexão deficiente, sobrecarga, desequilíbrio, resistência de contato ou componente deteriorado. O diagnóstico da causa exige análise técnica.

A câmera mostra se o disjuntor está ruim?

Pode indicar um comportamento térmico anormal, mas não determina sozinha que o disjuntor está defeituoso. É necessário analisar carga, fases, conexões, temperatura, histórico, características do circuito e condição do componente.

A termografia serve para prevenir incêndio?

A termografia pode ajudar a identificar condições que aumentam o risco de falha e de aquecimento anormal. Porém, não deve ser apresentada como uma garantia de que incêndios não ocorrerão. É uma ferramenta de manutenção preditiva e diagnóstico, não uma certificação de segurança absoluta.

A termografia substitui o laudo elétrico?

Não. São serviços diferentes. A termografia é uma técnica de inspeção. O laudo elétrico pode envolver uma avaliação muito mais ampla da instalação, incluindo circuitos, proteção, dimensionamento, aterramento, conformidade, segurança, documentação e condições da instalação.

Se não aparecer nenhum ponto quente, está tudo certo?

Não necessariamente. A termografia avalia comportamento térmico e não substitui todos os demais ensaios e verificações de uma instalação elétrica. A própria NBR 15572 indica que outros ensaios e manutenção apropriada podem ser necessários para garantir o desempenho esperado, e que, quando o ensaio termográfico não for conclusivo, métodos complementares podem ser necessários.

Depois que corrigir o problema precisa fazer outra termografia?

É recomendável. A ideia é verificar se a anomalia realmente foi eliminada. A NBR 15572 recomenda nova inspeção após ações corretivas para assegurar que as anomalias tenham sido sanadas.

Peça uma proposta

Descreva o que está acontecendo. A CFE ajuda a definir o objeto técnico. Só então faz uma proposta com escopo, premissas, visitas previstas e entregáveis.

Costuma vir junto com

Pedir orçamento